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História

Palácio Guedes Quinhones - Século XVII

A construção deste palacete remonta ao século XVII, tendo posteriormente sofrido obras de ampliação (séculos XVIII, XIX e XX). Trata-se de um exemplar característico da arquitectura "estilo chão", tendo resistido ao terramoto de 1755.

Desde o século XVII até cerca de 1925, foi residência da família Quinhones durante 10 gerações, nomeadamente os vários Morgados da família, tendo sido baptizados e alguns sepultados, na Igreja de São Sebastião da Pedreira. A família Quinhones, cujo brasão (recuperado e peça em exposição no Hotel, no pátio interior) tem as armas dos Guedes, Vilhegas, Quinhones e Mattos e descende dos Condes de Luna, de Espanha, era proprietária vitalícia do cargo de selador mor da alfândega de Lisboa, tendo sido 1º selador-mor o Capitão de Mar e Guerra da Carreira da Índia , António Ribeiro, sogro de Francisco Quinhones de Almeida.

O Palácio serviu o Instituto do Presidente Sidónio Pais, mais conhecido por Residência Amália Luazes, obra destinada a alojar filhas de professores do ensino primário. Neste edifício chegou a ponderar-se a instalação do Arquivo Histórico do Ministério da Educação.

Inventariado na Carta de Património da Câmara Municipal de Lisboa, o Palácio é hoje protegido pelo Plano Director Municipal. O edifício é classificado pelo IPPAR (Zona de Protecção - Decreto 39521, de 30-1-1954), atendendo à sua antiguidade e espólio. No seu interior é de destacar o importante conjunto de painéis de azulejos setecentistas atribuídos à oficina do mestre P.M.P., activo entre 1700 e 1735, totalmente restaurados no Museu Nacional do Azulejo em Xabregas.

Parte do torreão original do Palácio foi restaurado, mantendo-se uma das janelas originais do mesmo para a Rua Tomás Ribeiro. Os restantes edifícios, construídos no prolongamento do Palácio, ao longo das ruas de S. Sebastião da Pedreira e Tomás Ribeiro, constituem hoje as 2 novas alas do Hotel Real Palácio.

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